No dia 11/11 começa a preparação para o Carnaval no Sudoeste da Alemanha e no Norte da Suiça. As bolas de Berlim (Krapfen) são iguarias típicas para comemorar esta data. Na Idade Média as bolas de Berlim eram consumidas pelos habitantes para preparar a época do jejum por serem mais calóricas que o pão. Porém a tradição só foi recuperada no século XVIII pela vienense Cäcillia Krapf. É brincadeira habitual encher uma das bolas com mostarda, mas fico contente que o meu colega não se tenha dado a esse trabalho. Aqui fica a caixa de doces com que nos presenteou na segunda-feira. Atenção, as Krapfen não são como as portuguesas bolas de Berlim. Só têm açucar em pó por cima e um bocadinho de doce lá dentro, de pêssego por exemplo. Abundante creme de ovos e pedrinhas de açúcar só em Portugal.
sábado, 16 de novembro de 2013
How to be German / Wir man Deutscher wird
Descobri há um mês no aeroporto de Frankfurt um livro fantástico: Como se tornar alemão - em 50 passos. Foi escrito por um inglês, Adam Flechter, que emigrou para a Alemanha há uns anos.
Comecei a ler no avião e chorei a rir com a lição Mahlzeit (refeição).
Aqui ficam as primeiras 20 dicas para perceberem os alemães:
Falta dizer que o livro tem dois lados: um em alemão e outro em inglês. É um bom livro para quem está a aprender.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Bolos para comer sem limpar a boca
Aqui há bolos fantásticos!
Comecemos pelo meu preferido, o bolo de ruibarbo (Rhabarberkuchen). O ruibarbo é uma planta que tem um caule grande carmim e folhas grandes verdes. Só o caule é comestível mas, por ser tão ácido é maioritariamente usado em sobremesas. O bolo de ruibarbo tem uma óptima combinação entre a consistência do alho francês e o macio da massa, entre o ácido e o doce. O galardão de melhor Rhabarberkuchen vai para o Kunst & Kultur café Gant, seguido do café Chamäleon.
Outro bolo típico que é na verdade uma quiche é o bolo de cebola (Zwiebelkuchen). É um bolo para partilhar por ser um pouco enjoativo. Dá para sentir o estaladiço da cebola e acompanha bem com um copo de vinho. O café de eleição para o bolo de cebola é o Hermann von der Alb (na Schwabstrasse ao pé do supermercado Penny).
Bolo de cebola
O bolo de maçã suevo (Schwäbischer Apfelkuchen) também faz as minhas delícias. A diferença entre este bolo e outros bolos de maçã que já provei é a quantidade de maçã. É uma espécie de super interior de Struddel de maçã com uma pequena casquinha de bolo. Aqui para uma opção baratuxa aconselho o café da Kaufhof depois das 18h. Penso que uma grande fatia de bolo custa 1,80euros. Quanto à melhor qualidade o prémio vai para o Chamäleon quando se quer muita maçã e para o Huftengold quando se predende algo bem estaliço.


Huftengold e Chamäleon
O bolo de mirtilos (Heidelbeerkuchen) também é um clássico. Os frutos do bosque ou frutros vermelhos não faltam na Alemanha e os bolos e doces feitos com eles também não. É indispensável um passeio pelas vinhas que acabe em Ulbach no restaurante Löwen. Lá o bolo de mirtilos é imperdível.Löwen Weinstube
Agora que vos agucei o apetite posso desvendar o título do post. Em Baden Württemberg não há bolo que não venha com guardanapo ao lado. Vejam o bolo de cebola. O guardapano vem normalmente dobrado na diagonal em triângulo e a face maior toca o bolo ficando ensopada de mirtilo ou com bocadinhos de maçã. Se ponho o guardanapo em cima da mesa sujo-a e fica pegajosa. Se me limpo fico com bocadinhos de bolo. E depois não há normalmente aqueles dispensadores de guardanapos...
Os bolos aqui são fantásticos, mas para comer sem limpar a boca!
domingo, 10 de novembro de 2013
Das Supertalent
Vejam o link abaixo com a edição de hoje de "Das Supertalent 2013". A candidata Heidi de 61 anos foi aprovada para a fase seguinte.
Isto é um verdadeiro Ohrwurm!
sábado, 9 de novembro de 2013
Stadtbibliothek
Depois de 5 meses em Estugarda ainda me faltava visitar um edifício que não estava no top das minhas prioridades - a biblioteca. Não falo da velha Stadtbücherei, o Wilhempalais, que é só fachada (literalmente porque lá dentro era apenas um bar, que agora fechou porque o edifício está em obras). Refiro-me à biblioteca do ano, pensada pelo arquitecto coreano Eun Young Yi.
As opiniões que tenho ouvido dividiam-se entre "é um edifício tão feio de dia que se diz que foi construído para alojar os trabalhadores do Stuttgart 21" (megalómano projecto de caminhos de ferro) e "é muito bonito lá dentro e podes alugar dvds".
À noite, ao longe, o edifício destaca-se visto que o dito cubo tem vários quadrados que ora estão com as luzes azuis acesas ora apagadas dando o efeito de um painel luminoso. No dia das bibliotecas, a 24 de Outubro, as luzes desenhavam um "b" na fachada que consegui ver.
Todavia, o que me deixou K.O. foi o edifício por dentro: espaçoso, liberto, com umas escadarias lindas e um pátio interior que me faz lembrar o palácio de Sevilha em versão moderna.
São 8 andares de livros e cds de todas as espécies, mais salas onde há eventos todos os dias e ainda exposições de arte. Na biblioteca há todo o tipo de jornais e em várias línguas, inclusive o Público. É um sítio para irmos e sentarmo-nos no sofá como se estivéssemos num banco de jardim a observar uma paisagem. Aqui ficam as minhos fotos de ontem e de um site que valem mais que as minhas palavras.
http://www.stuttgarter-zeitung.de/gallery.stadtbibliothek-stuttgart-die-bibliothek-des-jahres-steht-in-stuttgart-param~1~0~0~16~false.427229cc-687a-4997-a9a3-26986695c737.html
http://www.stuttgarter-zeitung.de/gallery.stadtbibliothek-stuttgart-die-bibliothek-des-jahres-steht-in-stuttgart-param~1~0~0~16~false.427229cc-687a-4997-a9a3-26986695c737.html

sábado, 26 de outubro de 2013
Les nuits d'été
Depois do concerto do Moycano há 2 anos no Tivoli em Lisboa, pensei que não poderia ir a um concerto pior com bilhetes ganhos em passatempos. Mas a vida é feita de surpresas e, desta vez, o banco onde trabalho ofereceu bilhetes para um concerto literário num sítio muito xpto em Estugarda, o Marmorsaal, no Weissenburg Park. Concorri para ganhar bilhetes para a Stuttgart Nacht mas, como já não havia mais, a organizadora propôs-me a Sommernächte e a cavalo dado não se olha o dente. Cada bilhete para o dito evento custa 16 euros e eu ganhei bilhetes para duas pessoas. Maravilha!
Fomos à Abenkasse (sítio onde vende bilhetes antes do espetáculo) e, depois de dizer o meu nome e o nome do banco, o Sr. disse: "ahhh já me lembro, pois o espetáculo a que ninguém queria vir". Upsss, o que será que nos espera... Bem, as senhoras do instituto francês já servem vinho branco e tinto e as mesas estão cheias de Knabbereien (aperitivos) que adoro. A fatia de bolo de ameixa na casa de chá por cima do Marmorsaal não tinha dado para satisfazer o apetite.
Uma professora da Universidade de Tübingen faz uma pequena introdução sobre o poeta Gautier e algum tempo depois seguiram-se as músicas de Berlioz tocadas por um pianista português e acompanhadas por uma cantora lírica que entoava os poemas de Gautier. A senhora cantava divinalmente. Pequenos movimentos na cara eram suficientes para atingir todas as oitavas. So weit so gut ou so far so good ou até aqui tudo bem.
Aqui fica a canção Absence de Berlioz cantada por outra artista.
E finalmente vem a pausa com o seu pot de l'amitié. Andei a perseguir uma senhora com o olhar porque ela tinha um cesto de verga. Seria isso o pot de l'amitié? Deve pôr lá papelinhos e fazer um sorteio. Nada disso! Pot de l'amitié é simplesmente juntar os amigos para beber e petiscar. E que festa, parecia que o intervalo nunca mais acabava e até deu para fazer novas amigas, que partilhavam da opinião que a palestra estava a ser uma seca. E as nossas novas amigas já tinham estado noutros concertos literários e as intervenções não musicais foram sempre mais curtas.
Findo o intervalo tivemos direito a mais duas músicas que nos deram alento para a hora de seca seguinte, agora por uma professora do instituto francês. A senhora lia com mais entoação e até tinha recolhido trechos do diário de Berlioz que lia em Francês e traduzia em alemão. Ficámos a saber o que o Hector andou a fazer pela Alemanha, mas seria necessário mais uma hora?
Um pouco por toda a sala há pessoas de cabeça baixa e alguns já dormem. A senhora à minha frente ameaça levantar-se e o homem a seu lado, pacientemente, coloca a mão sobre a coxa dela como quem diz: "espera mais um pouco querida". Passados 5 minutos a senhora levanta-se num ímpeto de não aguento mais. Ahh como eu a percebo, mas persisto porque ainda temos direito a mais uma música.
Este concerto tem de figurar no meu blog, mas para isso falta a foto. O pianista David está sempre a olhar para mim. Será que já descobriu que sou portuguesa? Sinto-me intimidada a erguer o telemóvel e tirar a foto. Não devia porque descobrimos no final que o senhor é estrábico.
Com o remate de duas músicas acaba a soirée por volta das 23h. O concerto começou às 19h, ou seja, aguentámos 4h de seca. Estamos estoirados e esfomeados. O Moycano em Lisboa foram só 1h30-2h. Estamos sempre a conhecer os novos limites.
sábado, 28 de setembro de 2013
Der Fruchtkasten
Wie versprochen, schreibe ich heute auf
Deutsch. Eine Freundin aus Österreich hat mich dieses Wochenende besucht. Wir
haben den normalen Stadtrundgang gemacht und es ist mir aufgefallen, dass ich noch
nicht am Fruchtkasten war. Der Fruchtkasten ist ein spätgotisches Gebäude, welches ürsprunglich ein Kelter war und später ein Kornspeicher. Er liegt direkt am Schillerplatz,
dem Herz von Stuttgart seit dem 10. Jh. als Herzog Luidolf dort ein Pferdegestüt errichtet hat. Deswegen kommt der Name Stuttgart aus dem Stutengarten und auch das Stadtwappen mit einem Pferde hat mit
dieser Herkunft zu tun.
Später kann ich mehr über Stuttgarts Geschichte erzählen, aber
jetzt geht es um den Fruchtkasten. Es ist nicht so einfach eine kostenlose Aktivität
in Stuttgart zu machen. Trotzdem bietet das Fruchtkasten einen Gratisbesuch in
das Musikinstrumenten Museum an. Die aktuelle Ausstellung ist „Unerhört,
Musikinstrumente einmal anders“. Man kann verschiedene Instrumente spielen und
den Klang der Instrumente im Audioguide hören. Das Museum hat viel Licht,
die Ausstellung ist gut organisiert, und die Filme sind Lustig wie, zum
Beispiel, der folgende.
Zum dieser Ausstellung gehören nicht nur die
traditionellen Instrumente, sondern auch eine Regenschirmgeige und eine
Weinflaschen Instrument.
Es lohnt sich den Fruchtkasten zu besuchen.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Casa Lusitana or the cultural clash
I`ve been in Stuttgart for a while, but the first cultural clash just happened today. My colleagues asked me to book a table for a Portuguese restaurant. After looking on the Internet I`ve found three possible places:
- Restaurant Beja, near our work and from a Portuguese emigrant. The menus are written in German and in Portuguese, but with a lot of errors (camarois and not camarões). It was declassified because I wanted my colleagues to learn real Portuguese.
- Tasca im Feui, in Stuttgart Ost. It is a Portuguese and Spanish restaurant at the same time. What if the waiter speaks Spanish? They will think it is Portuguese and then they will ask for Spanish food and ohh my God, what if they think that tapas are also Portuguese. Noooooo
- Cultural association Casa Lusitana. I wasn`t there before, but it seemed informal enough. They have no web page and I usually see people around speaking Portuguese.
I called to book the table. The guy on the line is not used to answer the phone.
Waiter: “Wait a moment, my sister is not here. I’ll grab a piece of paper”.
Me: “The reservation is for Susana…”
He notes down name, time and then he asks: “Do you already know what are you going to eat?”
Me: Well… no. What do you advice?
Waiter: Francesinhas go very well and we have also febras.
Me: Thank you, but we don’t know yet. We’ll see it tomorrow.
My colleagues are terrified. They cannot decide whether to come or not. Where is the online menu? Where are the photos from the dishes? Why do they ask what we want to eat beforehand? I've also found it weird.
After googling the name francesinhas and hearing that it has a lot of meat (Fleisch) half of them were convinced. Still, I saw their legs trembling for having to deal with the unexpected.
Today was the big day. The association is at a corner and we have to open a wooden door to get in. The usual guests sit around the table playing cards. TV is on and Cristina Ferreira is on the screen. Some other German looking guests are sitting at the bar and drinking beer, German beer.
I was waiting for the rain to stop and it is a Portuguese night so I arrive later. Upps… The waiter and waitress only speak Portuguese apart from the words Gut and Dankeschon. They need my help. I ask for the menu. The waiter/owner tells me with a northern accent that they have: “febras, bife, bacalhau à casa e francesinha”. That’s all folks! I turn myself to the table to translate to German: Schnitzel von Schwein, Schnitzel von Rind, Kabeljau, viel Fleisch sandwich. They choose the dishes but they don’t know the prices. The anxiety starts to grow in the group….
They still need something to drink: beer, Fanta, Super Bock. They still don’t know what they get. Salad comes to the table. Bread and presunto were already there.
Then come the francesinhas, the bacalhau and the bife. A huge plate with round fried potatoes comes to the table. It is simply delicious. I love this potatoes. It is for sharing and not only for one person. I see the wrinkles in my friends’ foreheads. How the hell are we going to split the bill? I try to calm them down and say it will be cheap and that in Portugal we take the whole bill and divide it for the number of people.
I ask for a glass of wine and the waiter says that the bottle stays at the table in case someone wants to pour more. They start to do calculations… Are we paying for the whole bottle?
It is a mixture of pleasure and anxiety. They are really enjoying meals, drinks, Obrigado word (with or without Senhor – which sounds like Zitrone for the German ears), finos (beer name in the North, in the South is imperial), counting in Portuguese.
The bill comes; we divide it and my colleagues breathe out relieved that it is over. They don’t have to deal anymore with the unknown. Someone was out to check when the Bus comes and they know exactly how many minutes they have to wait. Back to German life again. I guess I can call it a mini cultural clash.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A floresta negra uhhhhh
Logo que os meus convidados sabem que estou a 1h30 de carro da floresta negra (Schwarzwald) paira a excitação no ar. Temos de lá ir! Para os turistas/estrangeiros ir a Baden-Wurtemberg sem ir à floresta negra é quase como ir a Roma e não ver o papa.
Por falar em Roma, foram os romanos que nomearam a zona de Silva Nigra porque a densa mata coníferas não deixava entrar a luz. Mas desengane-se quem pensar que ao andar de carro não vai conseguir ver a luz do dia. As copas das árvores não caem normalmente sobre as estradas e as montanhas são intercaladas com longos vales verdejantes e soalheiros. As coníferas amontoam-se apenas nas colinas das montanhas e aí sim, não entra quase luz. A montanha mais alta é Feldberg perto de Freiburg e tem 1493 metros. Por isso, a altura das montanhas também não impressiona.
O que me impressionou foram o cheiro da madeira de Baiersbronn que nos transporta para uma sauna com aquele cheirinho de ervas dos Alpes (Alpenkräuter) e o sabor do bolo da floresta negra (Schwarzwälder Kirschtorte).
Além de cheiros e sabores há outros ícones da floresta negra: os relógios de cucu e os chapéus com bolas vermelhas. Troco ambos pelas vilas pitorescas de Pforzheim e Calw com as casas de madeira.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Alemanha de saltos altos
Para quem não sabe tenho um fraquinho por panfletos e por cursos vários. Esta semana recolhi um panfleto da vhs. VHS quer dizer Volkshochschule, escola do povo, ou seja, uma espécie de centro de formação com preços mais em conta para pessoas de todas as idades.
- Escrita no computador com 10 dedos (uma das minhas fraquezas é escrever praticamente com 3 dedos)
- Saltos altos "Aprender a andar com uma boa postura" (algo no domínio do inimaginável).
Parece que é na Alemanha que vou aprender a andar de saltos altos.
Os rapazes que não se apoquentem porque também têm um curso de gentleman training, para saberem que roupa vestir em cada ocasião, etiqueta, como passar a ferro uma camisa e dobrar uma T-shirt.
domingo, 8 de setembro de 2013
Stuttgarter Weindorf
Caros leitores, há quase um mês que não escrevo o que significa que tenho muitas histórias por contar. Vamos começar pelo evento mais recente. O Stuttgarter Weindorf (a vila do vinho) realiza-se há 37 anos no centro de Estugarda, ou seja, no Marktplatz (onde fica a câmara municipal), no Schillerplatz (onde nasceu Estugarda) e no caminho entre as duas praças.
Decidimos fazer uma primeira incursão ao evento logo a seguir ao trabalho, às 18h, e a festa já estava bastante movimentada. As pessoas reencontram-se e dizem adeus umas às outras. Cheira a refogado na rua, provavelmente devido aos Maultaschen.
A segunda incursão já foi familiar, com a minha tia a provar uma enorme salada de salsicha, que tem mais salsicha às tirinhas do que alface, e o meu primo a entrar no mundo dos Maultaschen. A refeição foi regada por vinho regional, mas não muito porque 10ml de vinho já custam 2,5 euros. A rua estava uma animação e as pessoas, pelo menos, os empregados dos restaurantes, já começam a vestir os trajes típicos daqui ou talvez da Baviera. A festa acaba hoje. Para o ano há mais.
A segunda incursão já foi familiar, com a minha tia a provar uma enorme salada de salsicha, que tem mais salsicha às tirinhas do que alface, e o meu primo a entrar no mundo dos Maultaschen. A refeição foi regada por vinho regional, mas não muito porque 10ml de vinho já custam 2,5 euros. A rua estava uma animação e as pessoas, pelo menos, os empregados dos restaurantes, já começam a vestir os trajes típicos daqui ou talvez da Baviera. A festa acaba hoje. Para o ano há mais.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Leitungswasser
Já que estou na zona temática das bebidas, resolvo desabafar sobre a água da torneira ou ainda aqui conhecida por Leitungswasser. Hoje ganhei coragem e, contra todos os costumes e boa educação, decidi pedir água da torneira no restaurante mexicano. Atenção, também pedi outra bebida, mas queria apenas água da torneira, um copinho da bendita água del cano, para ajudar a empurrar a comida. A resposta foi: a chefia não autoriza a servir água da torneira. Lá tive de pagar 2,5 por água engarrafada.
Em Portugal é tão fácil pedir um copo de água, na Grécia há sempre água da torneira nas mesas de bares e restaurantes, na Áustria houve uma grande discussão o ano passado porque queriam cobrar a água da torneira. Não percebo esta Alemanha!
domingo, 11 de agosto de 2013
Vamos falar de bebidas alemãs, ou seja, de vinho
Sei que este blog já merece um post sobre cerveja, mas primeiro vem o vinho.
Aqui ficam as razões:
- Bebe-se mais vinho em Baden-Würtemberg (38L/pessoa/ano) que nas outras regiões da Alemanha (24L/pessoa/ano).
- Estugarda é a única região alemã com vinhas em zona urbana (em Rotenberg, Uhlbach e Untertürkheim).
- A produção de cerveja foi proibida em Estugarda em 1667 e em 1710 a proibição estendeu-se a toda a região, sempre com o intuito de proteger a produção de vinho.
Posto isto, vamos às castas:
Em Estugarda, não faltam produtos ou sítios com este nome. Só depois de começar a ver os vinhos percebi que é uma casta quase exclusiva da região de Baden-Würtemberg.
A cor do vinho situa-se entre o rubi claro e o vermelho granada. Tem uma acidez moderada e tende a produzir vinhos suaves com aroma a morango e subtis toques de fumo.
Vinho a provar: Não tenho indicações do melhor Trollinger. Comprei uma garrafa de 25cl de Mundelsheimer Schalkstein Trollinger da marca Würtemberg no REWE (supermercado) a 2 euros. Para a semana vamos ver se é bom.
Spätburgunder
Vinho a provar: Os alunos de enologia escolheram o QbA "Barrique" seco, Winzer von Erbach eG, de Reihngau, que custa cerca de 14 euros. Tiveram de pôr tantos ingredientes lá dentro que é natural que não seja barato.
O riesling vai à frente nos números de produção de vinho branco. Ate agora é o meu preferido, mas também é o único que já provei. Diz o guia de vinhos da Alemanha que tem aromas florais e a frutos (pêssego, pêra, damasco, maçã e manga). Deve ser por essa razão que gosto dele. Para os estudantes de enologia é um vinho seco.
Vinho a provar: O Riesling QbA " Collection Oberkirch" seco, Oberkircher Winzer eG, de Baden, que custa cerca de 5,50 euros (acessível para o que costumo ver aqui).
Schwarzriesling
Vinho a provar: Como não tinha avaliação, e como a descrição não me despertou os sentidos, vou escolher o mais barato. O Külhsheimer Hoher Herrgott, meio seco, de Weingut Winzerkeller im Taubertal (5,50 euros).
Para os conhecedores há uma grande variedade nesta casta, desde vinhos mais leves e frutados a vinhos mais ricos e com taninos. A cor do vinho é escura e pode saber a banana, chocolate, feijão verde e pimenta verde. Agora já percebo porque é que um lemberger vai bem com queijos, barbacue ou grelhados. Também se pode encontrar uma mistura de lemberger com trollinger.
Vinho a provar: A procura no google pelo melhor vinho levou-me a escolher o lemberger do Karl Haidle, da zona nordeste de Estugarda. Custa 12euros.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Inaugurada a época das festas temáticas
Na terça feira passada foi a inauguração das festas temáticas em minha casa, ou seja, no meu micro quarto com um armário kitchenette. Rearranjando a mesa, pedindo cadeiras aos vizinhos e também uma placa eléctrica (porque a minha se avariou a meio dos cozinhados) foi possível ter 8 pessoas neste espaço exíguo. Pode-se dizer que foi aconchegante. As pataniscas foram um sucesso, bem como os bifinhos de perú enrolados com queijo e fiambre. As sobremesas, entradas e bebidas ficaram a cargo dos convidados. Tivemos tomate e mozarella e para rematar um belo cheesecake. No final não faltou o vinho do Porto.
Como não há uma sem duas, ontem tivemos a FSB party organizada pela Natascha e pela Tatsiana. Consegui atacar o campo inimigo, aka a mesa partilhada por todos os hóspedes, 10 segundos antes dos vizinhos asiáticos, para bater o record de convidados - 10.
Como manda a tradição, antes de começar cada prato há que beber um shot de vodka servido pelas organizadoras. Tivemos quatro entradas: pão com arenque, salada russa 1, salada russa 2 e salada russa 3. Duas das saladas levavam beterraba. As outras diferenças não sei precisar. Seguiu-se o prato principal, que deve ter sido kolduny segundo a minha pesquisa a posteriori no google, mistura de raspas de batata com carne picada frita. Para rematar um gelado de baunilha de 2 litros com vários tipos de frutos vermelhos. Conto com o Bart para me ajudar a acabar com a caixa no final de Agosto para poder voltar a ter espaço no congelador.
Como não há duas sem três, vem aí o barbecue bávaro-americano dentro de 2 semanas.
Não há registos destas festas ultra secretas porque, como diz o meu amigo Pedro, quando a comida é boa ninguém se lembra de tirar fotos. Desta vez fui à net buscá-las.
domingo, 4 de agosto de 2013
Stuttgarter Sommerfest
A Stuttgarter Sommerfest acontece todos os anos em Agosto no Schlossplatz e no Oberer Schlossgarten, em torno da ópera. Não é uma festa tradicional e as pessoas não vestem trajes típicos.
Pesquisando um pouco descobri que a Sommerfest teve início na comemoração da final da competição mundial de corrida em bicicleta (em 1991). Desde aí decidiu-se organizar uma festa todos os anos.
Há cinco palcos com música ao vivo e barraquinhas com comida e bebida. Os restaurantes da cidade estão representados na festa. Os preços da comida são mais caros que o habitual para um festival, mas não havia filas para a comida. Provei umas batatas com rosmaninho e porco selvagem que valeram a pena. Também aproveitei para experimentar uma especialidade húngara, o langós, uma fartura redonda que pode levar queijo ou outra cobertura no meio.
As fotos oficiais deste ano estão em: http://www.sommerfest-stuttgart.de/index.php?id=391.
Se quiserem ver o aspecto da festa de noite, em cima temos uma foto panorama da Anya no Oberer Schlossgarten e em baixo o balão de ar quente no Schlossplatz.
sábado, 3 de agosto de 2013
Vamos às compras? Artigos para o lar
Um dos meus passatempos solitários em Estugarda é ir às compras. Existem lojas muito giras. Algumas não são exclusivamente alemãs.
Aqui fica o meu top:
É uma pequena loja de café que também vende roupa e artigos para o lar. Tem sempre roupa básica de senhora a preços acessíveis, principalmente quando vêm os saldos. Cada semana há um tema novo. A semana passada foi costura e parece que para a semana é animais. É um bom sítio para comprar uma prenda.
Sugestão: Vestido de algodão (7 euros).
Localização: Sadtmitte (perto do S-Bahn)
Site: http://www.tchibo.de/
Strauss
Esta loja é um mix de artigos para a cozinha, têxteis, comida gourmet, vinhos e roupa feminina e masculina.
Consegui encontrar aqui dois vinhos portugueses dos quais nunca tinha ouvido falar: Atlântico (35,94euros o pack de 6 garrafas) e 850 (29,94euros o pack de 6 garrafas).
Sugestão: prato grande para bolos (5 euros).
Localização: Schlossplatz
É a minha loja preferida e estive 2 semanas sem a conseguir reencontrar. Tem principalmente coisas para a cozinha.
Localização: Calwer Str. 26
Sugestão: caneca da Disney (2,99 euros), especiarias (1,99 euros), decoração para bolos (3,99euros).
A Nanu Nana é uma mistura de Ale Hop, porque também tem aqueles artigos com conotação sexual, com Casa. Comprei lá os pratos de plástico para a minha Salsa e os seus amigos e voltei a passar lá para comprar mais 10 para o próximo barbecue.
Localização: Konigstrasse, Sadtmitte (perto do S-Bahn)
Sugestão: pratos de plástico (0,35euros)
Müller
Localização: Konigstrasse, perto da estação principal
Sugestão: miniaturas de higiene (até 2 euros)
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Schnitzel macht stark
Ainda não experimentei os escalopes da Mata Hari, mas gostei do cartaz. Os escalopes tornam-te forte!
domingo, 21 de julho de 2013
Brezel Kuchen in der Mikrowelle = Bolo Brezel no microondas
Aqui fica a receita melhorada depois de ver o que não resultou tão bem no meu bolo.
Ingredientes- 3 ovos
- 1 chávena de farinha com fermento
- 1/3 chávena de açúcar
- 1 chávena de Nesquik
- 1/2 chávena de leite
- 1/4 chávena de óleo
- 1 embalagem de Milka Snax Brezel
- Manteiga q.b. (para untar a forma)
1. Misture muito bem todos os ingredientes excepto os Brezel com a varinha mágica.
2. Deite metade da embalagem de Brezel e misture durante poucos segundos com a varinha mágica para que sobrem alguns bocados grandes.
3. Unte a forma com manteiga.
5. Desenforme e decore o topo do bolo com Brezel (só quando o bolo estiver frio).
O que não fazer:
- Colocar Brezel no fundo da forma antes de ir ao microondas porque faz com que a superfície fique irregular.
- Colocar brezel no topo da forma antes de ir ao microondas porque o chocolate derrete e perde a piada.
- Não usar fermento porque o bolo fica baixinho e massudo. Fermento em alemão é Backpulver. Uma informação que teria dado jeito antes de ir ao supermercado.
Bom apetite!
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Jardins no centro da cidade
Não é preciso sair do centro da cidade para encontrar jardins onde passear, fazer uma patuscada ou correr.
Aqui fica um dos meus passeios de fim de semana.
Aqui fica um dos meus passeios de fim de semana.
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