Logo que os meus convidados sabem que estou a 1h30 de carro da floresta negra (Schwarzwald) paira a excitação no ar. Temos de lá ir! Para os turistas/estrangeiros ir a Baden-Wurtemberg sem ir à floresta negra é quase como ir a Roma e não ver o papa.
Por falar em Roma, foram os romanos que nomearam a zona de Silva Nigra porque a densa mata coníferas não deixava entrar a luz. Mas desengane-se quem pensar que ao andar de carro não vai conseguir ver a luz do dia. As copas das árvores não caem normalmente sobre as estradas e as montanhas são intercaladas com longos vales verdejantes e soalheiros. As coníferas amontoam-se apenas nas colinas das montanhas e aí sim, não entra quase luz. A montanha mais alta é Feldberg perto de Freiburg e tem 1493 metros. Por isso, a altura das montanhas também não impressiona.
O que me impressionou foram o cheiro da madeira de Baiersbronn que nos transporta para uma sauna com aquele cheirinho de ervas dos Alpes (Alpenkräuter) e o sabor do bolo da floresta negra (Schwarzwälder Kirschtorte).
Além de cheiros e sabores há outros ícones da floresta negra: os relógios de cucu e os chapéus com bolas vermelhas. Troco ambos pelas vilas pitorescas de Pforzheim e Calw com as casas de madeira.




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